A dependência da logística global de um número limitado de rotas marítimas e a capacidade de resposta das cadeias de abastecimento perante crises geopolíticas, constrangimentos operacionais e alterações climáticas vão estar em debate numa mesa-redonda promovida pela Logística Moderna, no dia 28 de outubro, na LogiPack, que decorre no Centro de Congressos de Lisboa, de 27 a 29 de outubro.
Intitulada «Transporte Marítimo – Desafios Geopolíticos, de Capacidade e Climáticos», a sessão decorre entre as 12h00 e as 13h00, no Pavilhão do Rio, e reúne especialistas de diferentes áreas do setor para analisar os principais riscos que condicionam a circulação internacional de mercadorias.
Do Estreito de Ormuz ao Mar Vermelho, passando pelo Canal do Panamá, pelo Mar Negro, pelo Ártico, pelo Estreito de Taiwan e pelos corredores fluviais europeus, o debate irá centrar-se nos pontos de estrangulamento da rede logística global e nas alternativas disponíveis quando uma rota se torna menos segura, perde capacidade ou deixa de ser economicamente viável.
A discussão ganha particular relevância perante a necessidade de garantir a continuidade dos fluxos de mercadorias num contexto de crescente incerteza. A segurança das rotas, a disponibilidade de capacidade de transporte e os impactos das condições climáticas são fatores que podem traduzir-se em atrasos, aumento dos custos logísticos e perturbações nas cadeias de abastecimento.
Uma das principais questões em análise será a capacidade de resposta do sistema logístico internacional perante interrupções significativas. Até que ponto existem alternativas capazes de absorver os volumes desviados de uma rota crítica? E estará a rede global suficientemente preparada para responder a estas perturbações ou continua demasiado dependente de corredores estratégicos com poucas alternativas?
A mesa-redonda será moderada por Carlos Simões, da Logística Moderna, e contará com a participação de Joaquim Pocinho, do Grupo Sousa; António Nabo Martins, da APAT; José Carlos Simão, da AGEPOR; e Fernando Lima, da ETE Logística.
Através da perspetiva de diferentes intervenientes do setor, a iniciativa pretende contribuir para a análise dos desafios que se colocam ao transporte marítimo e identificar os fatores que poderão reforçar a capacidade de adaptação das empresas e a resiliência das cadeias de abastecimento.






