O Grupo Jerónimo Martins anunciou esta semana que vai descontinuar a operação da Hussel, uma cadeia especializada na comercialização de chocolates e confeitaria em Portugal. Aos colaboradores da Hussel foi garantida estabilidade de emprego numa das restantes Companhias do Grupo Jerónimo Martins em Portugal.
A decisão de encerramento da operação da Hussel “decorre de um conjunto de fatores, cujo impacto duradouro levou ao entendimento de estar-se perante uma situação de insustentabilidade da empresa sem que existam fundadas perspetivas de reversibilidade”, adianta o Grupo.
Em 2024, a Hussel GmbH, parceiro alemão de Jerónimo Martins na Hussel, declarou insolvência no culminar de uma trajetória de graves dificuldades financeiras amplificadas pela pandemia por COVID-19. “Este processo acabou por pôr fim à parceria em que assentava a operação em Portugal, o que gerou problemas de abastecimento e de perda de escala”, conforme explica o Grupo. “Num contexto de forte subida dos custos, sobretudo os relacionados com rendas, estas dificuldades acabaram por revelar- se insanáveis.”
Para esta tomada de decisão, o Grupo Jerónimo Martins salienta ainda, “a forte e continuada pressão sobre o preço do cacau induzida por uma combinação de fatores, com destaque para a queda da produção nos grandes países produtores (quando a procura global continua a aumentar), o impacto das condições climatéricas adversas nas colheitas e a tendência regulatória crescente (trazida designadamente pela anunciada aplicação do Regulamento Europeu Contra a Desflorestação”).
Prevê-se que o encerramento das 18 lojas da Hussel seja feito de forma progressiva até 30 de abril de 2026.






