O mercado logístico português iniciou 2026 com sinais de estabilização nas principais localizações logísticas, mantendo os níveis de renda elevados em Lisboa e Porto. Segundo o Iberia Property Market Report Q1 2026, realizado pela MVGM, empresa europeia de gestão de ativos imobiliários, o mercado nacional continua a crescer, impulsionado sobretudo por mercados secundários.
De acordo com o relatório, a renda média logística em Portugal situou-se nos 4,4 €/m² por mês no primeiro trimestre de 2026, traduzindo uma subida homóloga de 2,2%. Apesar deste crescimento nacional, Lisboa e Porto destacam-se claramente do restante mercado, com rendas prime estimadas de 6,9 €/m² por mês.
“Os dados do primeiro trimestre demonstram que o mercado logístico português continua resiliente, ainda que com comportamentos distintos entre os principais polos logísticos e o restante território. Lisboa e Porto mantêm níveis de renda elevados e estáveis, enquanto o crescimento nacional é cada vez mais sustentado por mercados secundários”, sublinha Filipa Moreira, Head of Offices & Logistics da MVGM Portugal.
Em Lisboa, as rendas prime registam uma ligeira subida homóloga de 0,1%, mantendo-se nos 6,9 €/m² por mês. Este comportamento reflete um mercado estabilizado, mas ainda pressionado pela procura em zonas estratégicas e pela reduzida disponibilidade de produto logístico moderno.
A cidade do Porto apresenta uma trajetória de estabilização, com uma ligeira variação anual de -0,1%, fixando a renda prime nos 6,9 €/m² por mês. Apesar da pequena correção, os valores mantêm níveis elevados no contexto do mercado logístico português.
A nível nacional, o crescimento da renda média logística reflete que a procura logística continua ativa fora dos dois principais mercados, acompanhando o desenvolvimento de novos corredores logísticos e localizações alternativas com maior disponibilidade de oferta.
Segundo a MVGM, a tendência para o ano de 2026 aponta para a manutenção de Lisboa e Porto como mercados de referência no segmento logístico, embora o crescimento mais expressivo possa continuar a verificar-se noutras regiões do país.
A diferença entre as rendas prime dos principais polos logísticos e a média nacional deverá manter-se relevante, num contexto de escassez de oferta moderna e bem localizada nas zonas de Lisboa e Porto.






