Colapso na A1 junto a Coimbra corta principal ligação Lisboa-Porto

A autoestrada A1 encontra-se cortada nos dois sentidos entre Coimbra Norte e Coimbra Sul depois de parte da via ter colapsado, hoje, na sequência das cheias do rio Mondego. A A1 é o principal eixo rodoviário do país entre Lisboa e Porto, obrigando ao desvio do trânsito para outras vias.

Sendo a A1 o principal corredor logístico do país, esta situação pode causar constrangimentos no transporte de mercadorias, com os camiões e terem de optar por rotas alternativas.

A Brisa recomenda como alternativas as autoestradas A8, A17 e A25 ou, em alternativa, o IC2. As autoridades admitem não ser ainda possível prever a data de conclusão das reparações, que poderão prolongar-se por várias semanas.

O incidente foi provocado por vários dias de chuva intensa e tempestades sucessivas que fizeram subir significativamente o caudal do rio. Um dique com cerca de 10 metros de extensão acabou por romper numa zona próxima de campos agrícolas, permitindo a entrada de água na plataforma rodoviária. A inundação levou, entretanto, ao abatimento do pavimento e à destruição de um troço da autoestrada.

Na sequência deste incidente e das cheias que afetaram a região de Coimbra, o Governo já anunciou no dia 11 de fevereiro, que vai avançar com a revisão da obra hidrográfica do Mondego,

“É um sistema que tem muitos anos e que precisa de ser atualizado até ao abrigo dos desafios que agora se abrem de uma forma que não tínhamos até aqui”, afirmou o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro. “Nós temos aqui um sistema hidráulico que remonta aos anos 70, que está a mostrar, apesar de tudo, resistência e resiliência, mas que está visto que não é suficiente e que, portanto, precisa de, para futuro, ter soluções de contingência”, notou.

Durante a visita à região, na qual participaram membros do Governo, autarcas e o Presidente da República, Luís Montenegro reiterou ainda a intenção de avançar com a construção da barragem de Girabolhos.

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