Decorreu hoje, dia 2 de março, a assinatura do ato de consignação da empreitada de modernização dos acessos ferroviários ao porto de Setúbal, um projeto de 40 milhões de euros, que vai modernizar e eletrificar o troço de caminho-de-ferro entre o porto de Setúbal e Praias-do-Sado e os terminais da Sadoport, da Tersado, da Somincor e de automóveis.
Estes terminais incluem movimentação de contentores, carga geral fracionada e ro-ro (rol on-roll-off ou ro-ro) de veículos pesados; graneis sólidos, exportação de cobre e zinco das minas da Somincor de Neves-Corvo; e ro-ro de veículos ligeiros, nomeadamente provenientes da fábrica da Autoeuropa em Palmela, representando quase 350 mil veículos por ano.
O investimento previsto na zona portuária de Setúbal é de 22 milhões de euros, dos quais 17 milhões financiados pela Infraestruturas de Portugal (IP) e cinco milhões pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS).
O projeto de modernização da ligação ferroviária entre o porto de Setúbal e Praias-do Sado, que representa o essencial do restante investimento, deverá ficar concluído em 2027. Está ainda previsto um novo feixe de linhas na zona da Cachofarra.
No conjunto, “estes investimentos vão melhorar a exploração, fiabilidade e segurança, e reforçar a competitividade, aumentando a eficiência do transporte ferroviário de mercadorias neste porto”.
O Porto de Setúbal prevê a circulação de 2 900 comboios por ano em 2030, o que significará uma importante redução do número de camiões a circular nas estradas da região e a redução de 200 mil toneladas de emissões de dióxido de carbono (CO2).
O Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que “temos de capacitar o nosso setor portuário com mais ferrovia” que transporte mais mercadoria para os portos, acrescentando é necessário ter uma visão integrada das infraestruturas portuguesas para as colocar ao serviço das empresas.
“Colocar Setúbal a servir todo um eixo, uma espinha dorsal da Península Ibérica, é absolutamente essencial. Isto é dar competitividade a este porto, é dar competitividade a esta região, mas, acima de tudo, é dar a competitividade a estas empresas que orbitam nesta esfera de influência do porto de Setúbal, e que sem um porto de Setúbal capaz não vão conseguir crescer”, disse.
“E crescer, entenda-se gerar receitas, é produzir riqueza, produzir valor acrescentado bruto, para poderem fazer uma redistribuição justa dessa riqueza”, acrescentou, referindo a importância do porto de Setúbal para as empresas da região, particularmente para grandes empresas como a Autoeuropa, a Somincor e a Megasa, que detém a antiga Siderurgia Nacional.






