Indústria e distribuição: o CFO já não pode limitar-se a fechar contas

Pressão sobre margens, volatilidade e escassez de talento estão a transformar o diretor financeiro no verdadeiro motor da eficiência operacional

A indústria e a distribuição enfrentam um cenário de pressão permanente. Custos energéticos instáveis, cadeias de abastecimento vulneráveis, inflação persistente, instabilidade geopolítica e margens cada vez mais comprimidas exigem decisões rápidas e fundamentadas. Ao mesmo tempo, clientes e parceiros exigem maior transparência, rapidez e capacidade de resposta.

Neste contexto, o CFO deixou de ser apenas o guardião dos números. Tornou-se o arquiteto da eficiência e um dos principais impulsionadores da transformação digital.

O estudo “Como os CFOs podem impulsionar a estratégia e o crescimento” promovido pela Sage, revela que 89% dos líderes financeiros da indústria e distribuição pretendem acelerar a inovação nos processos financeiros e tecnológicos. Além disso, a grande maioria reconhece que poderia ter um impacto ainda maior no crescimento do negócio se dispusesse de melhores ferramentas analíticas e maior capacidade de automação.

No entanto, a ambição estratégica continua muitas vezes limitada por sistemas desintegrados, folhas de cálculo paralelas, tarefas manuais repetitivas e falta de visibilidade em tempo real. Mais de 80% dos CFOs admitem querer encurtar o fecho contabilístico, mas continuam dependentes de processos morosos que consomem recursos e aumentam o risco de erro.

 

O problema não é falta de visão. É falta de integração e infraestrutura tecnológica adequada.

Sem dados consolidados sobre custos de produção, margens por linha de produto, eficiência operacional, rotação de inventário ou ciclo de conversão de caixa, o CFO não consegue antecipar cenários nem apoiar decisões críticas como investimentos em capacidade produtiva, renegociação com fornecedores ou reestruturação logística. E num setor onde cada ponto percentual de margem conta, essa limitação traduz-se diretamente em perda de competitividade.

Os CFOs de alto desempenho distinguem-se por quatro movimentos claros: automatizam processos repetitivos para libertar capacidade estratégica; utilizam dados integrados para orientar decisões em tempo real; colaboram de forma transversal com operações, tecnologia e recursos humanos; e adotam soluções digitais com foco rigoroso no retorno do investimento e na mitigação de risco.

Na prática, isto significa integrar finanças, produção, compras e cadeia de abastecimento numa única fonte de verdade. Significa reduzir dependência de processos manuais, eliminar redundâncias, melhorar a qualidade da informação e ganhar previsibilidade financeira. E significa, sobretudo, transformar dados operacionais em vantagem competitiva.

É aqui que as soluções ERP especializadas para indústria e distribuição assumem um papel determinante. Ao consolidarem informação financeira e operacional numa plataforma integrada, permitem expor ineficiências ocultas, melhorar o controlo de custos, otimizar inventários e reforçar a capacidade de planeamento. A tecnologia deixa de ser um centro de custo e passa a ser um acelerador de desempenho.

Num ambiente onde a volatilidade é a nova norma, o CFO que lidera a modernização tecnológica posiciona a empresa para crescer com sustentabilidade, resiliência e agilidade. Não se trata apenas de controlar despesas, mas de criar visibilidade, antecipar riscos e sustentar decisões estratégicas com base em dados fiáveis.

O diretor financeiro moderno já não fecha apenas contas. Abre caminho para o crescimento e para uma gestão industrial mais inteligente.

Para conhecer as conclusões completas do estudo sobre os hábitos dos CFOs de alto desempenho no setor industrial, consulte o relatório disponibilizado pela Sage.

Written by