Ataques no Estreito de Ormuz levantam preocupações para as cadeias de abastecimento e mercados energéticos

Vários navios comerciais foram atacados na quarta-feira, 11 de março, no Estreito de Hormuz, aumentando as preocupações quanto à segurança de um dos mais importantes corredores marítimos para o transporte global de energia.

O comando militar iraniano, Khatam al-Anbiya Central Headquarters, advertiu que embarcações associadas aos Estados Unidos, a Israel ou a países aliados poderão ser consideradas alvos legítimos. As autoridades indicaram ainda que as forças armadas iranianas poderão impedir o trânsito de carregamentos de petróleo através do estreito.

A Guarda Revolucionária Iraniana afirmou ter disparado contra o navio graneleiro de bandeira tailandesa Mayuree Naree no início do dia. A tripulação foi evacuada, mas três tripulantes ainda não foram localizados.

Outras duas embarcações — um navio porta-contentores de bandeira japonesa e um graneleiro registado nas Ilhas Marshall — foram igualmente atingidas por projéteis na via marítima, tendo sofrido danos.

Entretanto, o Departamento de Defesa dos EUA informou que forças norte-americanas destruíram durante a noite 16 embarcações iranianas destinadas à colocação de minas na zona do estreito.

O Estreito de Ormuz concentra uma parcela significativa das exportações mundiais de petróleo por via marítima, pelo que eventuais perturbações prolongadas poderão ter impacto na disponibilidade de navios-tanque, nas tarifas de frete e, de forma mais ampla, nas cadeias globais de abastecimento energético.

 

Crédito foto: Royal Thai Navy

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