O paradigma pessoal da inovação tecnológica

Até que poderíamos imaginar no horizonte da tecnologia uma evolução diferente. Mas a revolução tecnológica começou e negar esta realidade pode ser um erro histórico e irreversível para qualquer empresa. No entanto, é difícil a qualquer ceo, administrador ou director fomentar a inovação na sua empresa se ele próprio, a nível pessoal, não estiver sensível ao tema. A dimensão da inovação há muito que deixou de ser apenas corporativa, se é que alguma vez o foi. Na verdade, começa em cada um de nós, no uso que damos diariamente a pequenos “gadgets” que nos ligam ao mundo tecnológico e, também, à Internet das Coisas (IoT).

Quando pensamos em inovação parece-me logicamente consequente que esta deve estar ao serviço da empresa para aumentar o índice de confiança do cliente, facilitar o contacto e o acesso aos produtos disponíveis e facilitar a venda final. Infelizmente nem sempre acontece.

Uma das principais razões é simples: se a empresa pretende implementar uma nova tecnologia mas não está disponível para modificar rotinas e padrões dos recursos humanos, a tecnologia falha. Não teve suporte. Defendo que a tecnologia só por si, não é mais do que uma elegante “buzzword”. Sem recursos humanos sensibilizados, envolvidos, motivados e formados para um “salto” tecnológico, implementar qualquer ideia disruptiva tenderá a não correr bem, provavelmente a fracassar.

E no futuro (bem mais próximo do que pensamos) a inteligência artificial e a robótica poderão ser os rivais directos dos humanos que se recusaram a inovar.

Os exemplos recentes da Amazon ou da Alibaba, com operações logísticas totalmente automatizadas são um desses exemplos. Mas será que teriam o mesmo sucesso, o mesmo volume de negócios se não fossem lideradas por Jeff Bezos e Jack Ma? Claramente que não. As lições que podemos tirar de quem no seu tempo foi inovador, disruptivo e de certa forma teimoso é que no principio somos criticados e algures no espaço-tempo escrevemos a História. Edison, Ford, Gates ou Jobs não seriam lembrados se não tivessem a coragem e persistência de terem feito o que ninguém na sua época queria fazer.

As soluções serão muitas e estará na mestria de cada líder escolher e decidir qual o caminho a seguir. Mas insisto, um Smartwatch, um veiculo electrico e umas luzes LED controladas remotamente pelo Smartphone são uns bons pontos de partida para quem ainda não se apaixonou pela (nova) revolução tecnológica.

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