Após um processo de modernização, implementado ao longo dos últimos dois anos, a mais estratégica linha de produção do Centro de Produção da CIMPOR em Alhandra, a linha 7, está novamente em operação, agora de forma mais sustentável. Este regresso, no ano, em que a CIMPOR assinala o seu 50.º aniversário, reforça a vocação inovadora da empresa, bem como o seu compromisso com o futuro do setor.
No momento de ignição do novo forno o CEO da CIMPOR Portugal & Cabo Verde, Cevat Mert, sublinhou a relevância estratégica deste investimento para o Grupo: “A modernização da Linha 7 é um exemplo concreto da transformação que estamos a liderar, aliando inovação tecnológica à redução da pegada carbónica”.
Como já havia sido anunciado pela CIMPOR, o investimento da modernização da linha 7 integra uma estratégia mais ampla, financiada pelo programa Next Generation EU, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com foco na redução de emissões de CO₂ e na descarbonização do setor cimenteiro.
A modernização incluiu uma torre de pré-aquecimento completamente nova, mais eficiente, com a incorporação de um pyro-rotor, trabalhos de melhoria no forno, bem como a instalação de um bypass para controlo de cloro, que em conjunto permitem uma maior incorporação de combustíveis alternativos.
Foram também introduzidas melhorias nos sistemas de motorização e nos circuitos de gases e ar. Em conjunto com a instalação de um novo arrefecedor de clínquer e de um moinho de cru vertical, estas melhorias aumentam significativamente a eficiência energética da linha. Estas intervenções contribuirão para uma redução sensível do consumo elétrico específico da nova Linha 7.
Adicionalmente, o projeto inclui a instalação de uma unidade de recuperação de calor dos gases quentes da linha de cozedura para produção de energia elétrica, o Waste Heat Recovery, que reforça o desempenho ambiental e a eficiência operacional da linha.
“Esta nova linha representa um salto significativo na eficiência e sustentabilidade da unidade de Alhandra, preparada para os desafios das próximas décadas”, afirma Mário Lopes, Diretor do Centro de Produção de Alhandra.
O arranque da linha decorreu em várias fases, desde a secagem do betão refratário ao acendimento e aquecimento progressivo do forno e culminou com a sua alimentação para produção de clínquer.
Com esta intervenção, a CIMPOR estima uma redução anual de cerca de 190 mil toneladas de CO₂, contribuindo de forma relevante para a diminuição do impacto ambiental da sua atividade. A CIMPOR reforça o seu compromisso com a segurança, a conformidade ambiental e a proximidade à comunidade, contribuindo para um setor mais sustentável em Portugal.






