63% dos profissionais de IA na Ibéria consideram a regulamentação europeia uma vantagem comercial

63% dos profissionais de inteligência artificial em Portugal e Espanha consideram que a regulamentação europeia pode representar uma vantagem comercial, enquanto 7,1% a veem como um obstáculo, segundo o estudo State of European AI Builders 2026, da Shakers.

Os dados mostram que a adaptação às regras já está a gerar oportunidades: 24,9% dos especialistas afirmam ter conquistado projetos, contratos ou maior responsabilidade graças ao cumprimento da regulamentação, enquanto 38,1% esperam beneficiar desta vantagem nos próximos meses.

A transparência na utilização da inteligência artificial também é valorizada. 38,6% dos profissionais consideram que comunicar o uso destas tecnologias aumenta o valor percebido do seu trabalho, enquanto 4,1% afirmam ter sofrido penalizações ou uma redução dos honorários por o fazerem.

A segurança e o cumprimento regulamentar estão entre as competências técnicas que os profissionais mais pretendem desenvolver nos próximos 12 meses, apenas atrás da orquestração de agentes de IA.

No mercado internacional, os principais pontos fortes identificados são a adaptabilidade multilingue (49,2%), a confiança e preparação para o cumprimento da regulamentação (39,1%) e o rigor da engenharia (38,6%). A relação entre custo e valor face aos Estados Unidos é também destacada por 29,9% dos inquiridos.

A internacionalização já é uma realidade para 68,5% dos profissionais de IA da Península Ibérica, que prestam serviços além-fronteiras: 34% trabalham com outros países europeus, 11% com os Estados Unidos e 22,8% atuam em ambos os mercados.

“A regulamentação europeia está a deixar de ser encarada apenas como uma obrigação de cumprimento para se tornar um elemento diferenciador no mercado da IA. Para os profissionais de Espanha e Portugal, conhecer e antecipar este quadro pode abrir novas oportunidades comerciais, sobretudo num contexto em que a confiança, a transparência e a capacidade de trabalhar com clientes internacionais assumem cada vez maior relevância”, afirma Héctor Mata, Co-Founder & CEO da Shakers.

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