Distribuição farmacêutica gera mais de 5 mil postos de trabalho diretos e indiretos em Portugal

A atividade da distribuição farmacêutica é responsável por gerar emprego, direta e indiretamente, para 5.216 pessoas, incluindo 2.056 colaboradores diretos e 3.160 postos de trabalho indiretos noutros setores da economia. Os dados são do estudo “Caracterização e Avaliação do Impacto da Distribuição Farmacêutica em Portugal”, promovido pela ADIFA, que conclui ainda que, por cada posto de trabalho direto na distribuição farmacêutica, são gerados cerca de 1,5 postos de trabalho indiretos.

Entre os indicadores em destaque, o estudo mostra que 89% dos colaboradores diretos estão integrados nos quadros das empresas. A distribuição farmacêutica conta ainda com equipas em todo o território nacional, com maior concentração no Norte, que representa 37% dos colaboradores, na Área Metropolitana de Lisboa, com 32%, e na região Centro, com 26%.

“Num dia em que se reconhece o valor do trabalho, importa sublinhar que a distribuição farmacêutica de serviço completo é também um setor empregador, estruturante e presente em todo o país. Os dados deste estudo mostram que o impacto do setor vai muito para além da sua função logística: cria emprego direto, gera oportunidades indiretas noutras áreas da economia e contribui para a coesão territorial e social”, afirma Nuno Flora, Presidente Executivo da ADIFA.

O estudo evidencia também a diversidade da força de trabalho do setor. Em 2024, 61% dos colaboradores diretos eram homens e 39% mulheres, num contexto marcado por funções operacionais, incluindo atividades de armazém e transporte. Em termos etários, 96% dos trabalhadores estavam acima dos 25 anos. No entanto, a evolução do emprego no setor demonstra um crescimento sustentado na contratação de profissionais com idade igual ou inferior a 24 anos, contribuindo ativamente para a redução do desemprego nesta faixa etária.

Para o Presidente da ADIFA, estes dados demonstram que “a distribuição farmacêutica constitui uma via relevante de entrada e progressão no mercado de trabalho, assegurando oportunidades para diferentes perfis profissionais e níveis de qualificação”. Segundo o estudo, 46% dos colaboradores têm o ensino secundário e 24% têm ensino superior, demonstrando simultaneamente a capacidade do setor para integrar profissionais com escolaridade até ao secundário e a crescente qualificação da sua força de trabalho.

A relevância social do setor é também visível em distritos com maiores desafios de empregabilidade. O estudo identifica a presença da distribuição farmacêutica nos distritos com taxas mais elevadas de inscritos nos centros de emprego, incluindo Madeira, Faro, Porto, Setúbal e Lisboa. Nestes distritos, o setor assegura oportunidades de emprego estáveis, com particular expressão no Porto, que concentra 33% dos colaboradores, e em Lisboa, com 26,2%.

“A distribuição farmacêutica é uma atividade essencial para garantir que os medicamentos chegam às farmácias e aos cidadãos, mas é também uma atividade feita por pessoas. São milhares de profissionais que, diariamente, asseguram o armazenamento, transporte, controlo de qualidade e entrega de medicamentos em condições de segurança. Reconhecer o valor estratégico do setor é também reconhecer o contributo destes trabalhadores para a saúde pública e para a economia nacional”, acrescenta Nuno Flora.

Written by